Exposição "Registos de um tempo breve"
Pintura e Gráfica Original de PISSARRO
Sexta-feira, Dezembro 18, 2009
Terça-feira, Dezembro 08, 2009
Sábado, Novembro 28, 2009
Biografia - PISSARRO
PISSARRO nasceu em Macedo de Cavaleiros em 1943. Licenciada em pintura pela ESBAL. Exerceu a função de docente do Ensino Secundário até 2002/03. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian nos anos lectivos 1968/69. 1969/70 e 1970/71. Investiga e lecciona gravura nos ateliers da Cooperativa Diferença da qual é sócia fundadora.
Exposições Individuais de Pintura Desenho e Gravura
1977- Galeria Grafil (actual Diferença) – Lisboa, 1983 - Galeria “Camillo-Eça”- Lisboa 1985 - Galeria de Arte do Casino Estoril, 1986 - Club Edifício Aviz – Porto, Galeria Albatroz – Cascais, 1988 - Galeria Tempo – Lisboa, 1991 - Galeria Albatroz – Cascais, 1993 - Galeria Municipal de Torres Vendas 1994, - Galeria de Arte Óptica do Conde Redondo - Teoartis Galeria – Évora, 1995 - Museu de Aveiro – Aveiro, 1997 - Galeria da Livraria Ferin – Lisboa, 1999 - Pothoff - Galeria de Arte – Lisboa, 2000 - Embaixada de Portugal – Bruxelas, 2001 - Galeria Artur Bual, Câmara Municipal da Amadora, 2002 - Grupo Desportivo Banco de Portugal, 2004 - Galeria Diferença, 2005 - Galeria Moura Cosme. 2008 – “Pequenas Coisas” – Galeria Diferença.
Algumas Exposições Colectivas
1971 - Galeria “Diário de Noticias”; X a XIV Premi Internacional de Dibuix Joan Miró (1971-75) - Barcelona; 1972 - Gravura do Centro Nacional de Calcografia e Gravura na ESBAL; XI Salão de Arte Moderna da Junta de Turismo da Costa do Sol; 1974 - “Perspectiva - Sociedade Nacional de Belas Artes; Exposição I “GRUPO” - Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes; XIII Premi Internacional de Dibuix Joan Miro na Fundação Calouste Gulbenkian; 1975 - “Figuração-Hoje” - Sociedade Nacional de Belas Artes; 1976 - “Pena de Morte, Tortura e Prisão Política” na Sociedade Nacional de Belas Artes - Lisboa, Setúbal, Évora e Porto; 1977 - Artistas Portuguesas na Sociedade Nacional de Belas Artes e Centre Culturel Portugais - Paris; I Exposição Nacional de Gravura na Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa e Porto; Exposição de Gravura Portuguesa - Galeria Trazus-2 - Santander; 1978 - “Arte Moderna Portuguesa” - Sociedade Nacional de Belas Artes ; Portuguese Comtemporary Art - Belgrado; Cultura Portuguesa em Madrid; 1980 - II Exposição Nacional de Gravura - Fundação Calouste Gulbenkian; Desenho e Gravura - Sociedade Nacional de Belas Artes. 1981 - III Exposição Nacional de Gravura - Fundação Calouste Gulbenkian; 1982 - Artistas Plásticos de Trás-os-Montes e Alto Douro - Galeria de Arte do Casino Estoril; III Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira; 1983 - Gravura Contemporânea Brasileira e Portuguesa - Galeria de Arte do Casino Estoril; 1985 - VI Salão de Outono - Galeria de Arte do Casino Estoril; 1986 - Gravura Contemporânea Portuguesa e Brasileira - Galeria de Arte do Casino Estoril; 1991 - II e III Salão de Pequeno Formato - Galeria de Arte do Casino Estoril (1991/92); Artistas Contemporâneos Portugueses - Hotel-Casino - Funchal;; “PORTARTE” - Feira de Arte de Portimão - Antigo Mercado Municipal; 1992 - 2ª Bienal de Artes do Sabugal - 1ª Internacional do Sabugal e Ciudad Rodrigo; 1994 - “Gravura da Diferença” - Exposição itinerante organizada para a S.E.C.; “Ilha dos Amores” - Exposição de Gravura organizada para itinerância mundial pelo Instituto Camões; 1995 - Exposição III “Grupo” - Galeria de Arte Óptica Conde Redondo; 1996 - V Bienal Gravura 96 Amadora; 1997 - I Festival de Gravura de Évora; “Então... tens pintado?” Câmara Municipal da Amadora (Comemorativa dos 25 anos de curso); 1998 - “Arte Portuguesa no Limiar do Séc. XXI”- ANJE - Porto; VI Bienal de Gravura da Amadora; 2ª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande - 0 Vidro; Monsaraz Museu Aberto - Igreja de Santiago - Monsaraz; III Exposição ANAP - Museu de Aveiro; - “International Print Triennial In Kanagawa’98” - Japão; “Estampa” - 6° edição - Salão Internacional de Gravura – Madrid; 1999 - II Festival de Gravura de Évora; IV Exposição ANAP - Museu de Aveiro; “Peinture Portugaise Contemporaine à la Veìlle du XXI Siècle” - Embaixada de Portugal Bruxelas; 2000 - Exposição “Pequeno Formato” - Rivoli - Porto (Organização”Fantas Porto”); VII Bienal - 1ª Internacional de Gravura da Amadora, 2000; 2001 - Exposição”Abril-quase 10000 dias de Liberdade” II - Vendas Novas; Feira de Arte Contemporânea - Arte Lisboa integrada na Galeria Diferença; EuroArte. Porto 2001 Capital da Cultura; 2002 - “12 x 12” (Comemoração do 30° Aniversário do Curso ESBAL 71) - Galeria de Arte do Casino Estoril; 2003 - Os Poderes da Arte: Exposição integrada nas comemorações dos 170 Anos de Separação de Poderes cm Portugal - Supremo Tribunal de Justiça - Lisboa; Arte em Movimento - Galeria Diferença; 2004 - “Seis Autores/Seis Propostas” - Biblioteca Municipal de Ovar; Quarto Festival de Gravura de Évora Bienal Inernacional; 2005 - FAC - Feira de Arte Contemporânea, integrada na Galeria Diferença; “Arte no Feminino” - Fundação Eng.º António de Almeida – Porto; 2006 - II Exposição de Artes Plásticas “Arte na Planície” - Montemor o Novo; “Buitengewoon” 34 Gráficos Holanda, Bélgica e Portugal - Museum Nagele - Holanda; Colectiva de Pintura integrada nas comemorações do Dia Internacional da Mulher - Centro de Arte Contemporânea da Amadora: “Estampa” - Madrid (2006) a convite da Associação Água Forte; Paisagem - Galeria Diferença. 2007 - V Festival Internacional de Gravura de Évora; 2008 - “gravura Portuguesa” - Galeria Prova de Artista; Colectiva de Gravura/Diferença 2008; Triangle of Printmaking - Museu Nacinal da Impensa - Porto; Colectiva Comemorativa do 30º aniversário da Cooperativa Diferença; 2009 - I Bienal Internacional de Pintura - Fundação Rotária Portuguesa - Coimbra.
Prémios
1972 - Prémio de Aquisição na Primeira Exposição de Jovens Artistas - 2° Prémio do Salão e Medalha de Prata no XVII Salão da Primavera da Junta de Turismo da Costa do Sol - 1985 - Prémio Tema Livre no VI Salão de Outono da Galeria de Arte do Casino Estoril - 2000 - Prémio “Amadora 20 Anos” na VII Bienal – 1ª Internacional de Gravura da Amadora 2000.
Representações
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Embaixada Portuguesa em Brasília; Museu Municipal de Lourenço Marques; Junta de Turismo da Costa do Estoril; Museu de Arte e Pintura Diogo Gonçalves – Portimão; Câmara Municipal de Torres Vedras; Câmara Municipal da Amadora; Supremo Tribunal de Justiça; Via Sacra da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa; Colecções particulares em Portugal e no estrangeiro.
Bibliografia
1988 “Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses” - Fernando Pamplona - Livraria Civilização Editora; 1989 - “Arteguia - Directório de Arte Espana & Portugal” - Out. 92; “Antiguidades, Pintura Moderna e Objectos de Arte” - Leiria e Nascimento; 1992 – “Aspectos das Artes Plásticas em Portugal” - Edição de Fernando Infante do Carmo; 93/94 e 94/95 - “Artes Plásticas Portugal, 0 Artista, seu Mercado, - Narciso Martins; “Catálogo Nacional de Antiquários e de Arte”.
Edições
1998 e 2003 Edições de Gravura para o “Centro de Serigrafia” - Galeria de S. Bento - Lisboa.
Texto do Prof. Rocha de Sousa - Exposição PISSARRO
DERIVA DE OLHARES SOBRE O QUE RESTA DA PAISAGEM
Ao revisitar a obra de Fernanda Pisarro, quase sempre observada na incerteza dos tempos e longos afastamentos, sinto uma espécie de urgência em relacionar estas peças decisivas com as horas e os passos na memória de outrora, aproximação às belas-artes naquele convento frio, escasso de meios, inventando a todo o custo as bases de cada um de nós em nome do futuro que só aconteceu já fora dos nossos corações.
Não me sinto apresentador de ninguém, nem o professor que fui quando a Fernanda partilhava aquele espaço com os colegas e comigo, ocupando os olhos e a nostalgia em viagens mais verdadeiras, os sonhos e o saber que vejo agora nestes testemunhos de percepções em deriva sobre bocados do mundo ou de certas paisagens, devaneio, poética, as folhas meio secas de um sonho que junta vivências antigas, passos de outrora, com a sua reinvenção pela gravura e pela pintura na ordem do projecto possível agora, entre diferenças e semelhanças da obra de arte enquanto paradoxo, mentira capaz de anteceder consensos formais, a verdade. .... É bom resolver, pelos sentimentos de analogia, este encontro da memória com a persistência, esta viagem (que também cumpro) através de um trabalho bem calibrado e multidisciplinar, os metais dominados pelos fantasmas do desenho, representações de hastes suspensas, folhas em queda, plantas revestindo o que resta de um lugar ou sulcando os caminhos de várias lembranças. Os vidros estilhaçados dizem ainda a janela que foram e é através deles que continuamos a desbravar as atmosferas e marés do espaço marcado de ausências. O medo ao vazio, nestas obras delicadas, quase mais sugeridas do que acabadas, transforma-se em engenhosos processos de camuflagem, riscos cruzados, a mancha da noite envolvendo tudo. É assim e de outro modo — no instinto da luz que a pintora recupera da experiência real trasladada para o universo plástico. A luz de certas transparências, finos véus sobrepostos, campos matéricos de claridade, fazendo passagens entre duas dimensões, o lugar onde alguém fica na terra sobre a qual corre um carrinho de criança. Esta obsessão não foi resolvida de uma só vez, como na célebre fotografia da enfermeira com máscara de gás empurrando um carrinho de bebé, documento afinal esplendoroso que sobrou da última Grande Guerra.---Delicadamente, Fernanda Pissarro quer saber o destino das coisas simples, entre a luz que desmente uma poderosa coluna às folhas em catedral, descendo ou subindo na caligrafia adulta confrontada com o sépia de retratos antigos e jardins meio perdidos. Repare-se, por isso, na linha, na sombra do temor e na luz que dá sentido às coisas, na morte das folhas perante a vida que se reparte pelos sinais de um vento calado.
Texto de ROCHA DE SOUSA, 27 de Novembro de 2009
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Texto sobre a Obra de Manuel Cano
ULTIMAS EXCUSAS
La excusa funciona como un asidero,como un recurso muelle para la impotencia,la informalidad y la desidia,o en el más opuesto extremo de los casos,como clavo ardiendo (imago mundi).La excusa permite al pintor descolgarse en el vacío sin precipitarse.
La excusa es la forma de la conmoción del pintor ante el deseo y temor de arrojarse al irresistible vacío de la pintura.
La excusa es el seno materno y el cordón umbilical y es,por último,primero el amor y luego el necesario olvido.
A propósito de lo cual,no olvidemos las palabras de un maestro contemporáneo del realismo que señaló como el acontecimiento más importante en la pintura del siglo XXI la aparición de la abstracción.
No es momento de discutir o matizar esta afirmación,sino de evidenciar,mediante esta referencia,lo que se ha ocultado bajo siglos de pintura en la que los neófitos no veian nada,repito nada,más allá de lo representado; a saber: el necesario abandono paulatino de la referencia a la realidad,por parte de una pintura que sólo la necesitaba como excusa.
He aquí la causa y el objeto (oscuro del deseo,se diria) del pintor: no la realidad a través de la pintura,sino pintura por medio (y por abandono) de la realidad.
Y es que Manuel Cano es de esa casta de pintores que siempre miró la realidad sin perder de vista la pintura, del orden de esa sensibilidad que capta la compleja verdad que palpita en la superficie de una buena abstracción,o la belleza existente en una instalación alejada de lo convencional,sabedor de que las formas del arte son infinitas,y que la belleza no tiene un único camino.
El suyo,concretamente,transcurre por los cauces de la humildad. Humildad para ingresar en una tradición realista que asimiló ampliamente y que lo llevó a profundizar en pos de ese oscuro objeto universal que poco a poco lo trasladó de Cádiz a Tetuán,no ya para buscar otras azoteas,sino para liberarse poco a poco,de ellas y de todos los modelos.
Sus tentativas en ese sentido,bien visibles;paisajes de antiarquitecturas,equilibrismos entre la racionalidad y la indefinición,espacios de apertura por el que se filtra el deseo de una pintura ajena a lo que no sea ella misma.
Una pintura que se desnuda ante él y lo reduce-de nuevo- a la ignorancia del primer hombre que contempló,conmocionado el primer fuego.
Porque la abstracción es el abismo del vacío sin excusas,sin asideros,sin mas clavo ardiendo que el propio pintor ante la blancura del lienzo que mancilla con las armas de un niño.
Juan Constantino






